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No domingo passado, quando a
chuva deu uma acalmada, resolvi fazer uma caminhada e
parei na rodoviária para comprar o Primeira Página, que
publicou uma crônica minha: Pau-Brazil – uma proposta
econocômica.
Como gosto de bisbilhotar em
bancas, livrarias e sebos – que o diga a Miryan Schiel,
Outros Contos, e a Sílvia e a Mirela, da livraria
Machado de Assis; dei uma olhada em tudo. A banca da
rodoviária é bem legalzinha, fazia tempo que não entrava
lá. Tinha um pouco de tudo e, entre outras coisas, achei
uma versão do Príncipe, comentada por Napoleão
Bonaparte, que perdi em um dos vários empréstimos por
aí: P$ 29,90. Achei também duas revistas com DVD, uma de
violão, P$ 15,90 e outra de canto, P$ 9,90; além, é
claro, dos dois Pau que paguei pelo jornal.
Saiu cara esta brincadeira
de escrever, mas valeu à pena. Recebi, até quarta, 69
e-mails:
-
46 de alguns
de amigos, elogiando;
-
6 de pessoas
dando sugestões e acréscimos muito bons – obrigado;
-
1 de um
professor de economia, da UNESP de Araraquara, dizendo
que a proposta tem fundamento! – pode?!;
-
1 do
historiador Ney Vilela, dizendo que “teria dificuldade
em guardar este tipo de dinheiro no bolso traseiro da
calça” e acrescentando as datas das moedas e fatos do
“achamento” do Brasil;
-
8 de japoneses
“descendo o pau” – ainda bem que não é lá grande coisa;
-
1,
impublicável, do Paulo Yamada, citado na crônica – eu
queria saber como esta crônica foi para até ele, em
Florianópolis!
-
1 da Marcy
Yamada, mulher do Paulo, dizendo que o Paulo tinha
ficado "puto da vida" comigo, mas, na opinião dela, sem
motivo – ainda não entendi se era pela piada ou pela
própria anatomia do Paulinho;
-
Outro da Marcy
dizendo que foi o Paulo Russo que escaneou o jornal e
mandou para o Yamada com o título “Pau Centesimal” –
resolvido o mistério;
-
3 perguntando
se eu era casado, sendo que 2 eram de “homens” – tô
fora!; e
-
Em particular,
um e-mail do Zé Simão, com o título “Com Quantos Paus se
Fais uma Canoa”, acusando-me de “plágio
antecipado”, pois ele já tinha pensado nisto, mas não
tinha ainda posto no papel. “Parabéns. Morri de rir.”
Recebi ainda alguns
telefonemas e comentários na rua, trabalho, academia
etc. Nem imaginei que tanta gente assim lesse o jornal!
Até o Zé Simão!
Mas o fato é que saiu caro.
Queria pedir, então, para o pessoal do Primeira Página
que passasse a me mandar a edição de Domingo em casa,
porque assim não dá. 57 pau e 70.
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