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Abaixo os Economistas!

Conversando com alguns amigos, vi que todos, eu inclusive, andam pela tampa com economistas e comentaristas econômicos. Reproduzindo um comentário que me fez essa semana o ilustre filósofo Bento Prado Júnior: “Se os economistas soubessem do que falam, seriam ricos!”.

Pior que cada vez ganham mais espaço na mídia e entre políticos. Veja a combinação: pessoas que de pouco entendem, aconselhando pessoas que pouco fazem, mas precisam de base teórica para este “dolce far niente” bem remunerado.

Lembro de previsões econômicas como “no final do século XX teremos um nível tal de automação que não saberemos o que fazer com o tempo livre!” Bonito, né? Mirou no que viu e acertou o que não viu: várias pessoas têm tempo livre, mas por causa do desemprego. E certamente não sabem o que fazer com esse “tempo livre”.

Atualmente, os chutes sobre economia e desemprego continuam e, para piorar, certos pensamentos ecoam: “Temos que aumentar o consumo, para aumentar o emprego, que aumentará o consumo e novamente aumentará o emprego” foi o mote das últimas eleições.

Brilhante! Seria ótimo, se os recursos fossem infinitos, mas não são.

Esse é apenas um exemplo da capacidade, esta sim me parece infinita, de produzir e reproduzir besteiras.

Apenas para citar um exemplo, que creio que boa parte dos economistas saiba, mas não têm coragem de dizer, a principal causa do desemprego: as mulheres. Sim, as mulheres! Retirem-se as mulheres, que entraram em larga escala no mercado de trabalho após a segunda guerra mundial, e passarão a faltar trabalhadores, aumentando assim os empregos e conseqüentemente o salário. Antigamente um pai de família ganhava mais que um casal trabalhando hoje.

Sei que vão me chamar de machista. Tudo bem! Faço outra proposta: saímos nós homens do mercado de trabalho e ficam as mulheres. De minha parte nada tenho contra cuidar das tarefas domésticas e educação dos filhos, fazer compras, administrar o lar e, nas horas vagas, fazer umas comprinhas no shopping, além de ter janelas no horário para academia, piscina etc. Daria também para se dedicar às artes e serviços voluntários e outra infinidade de coisas realmente produtivas.

Vejo aí algumas vantagens aos homens e à sociedade: hoje, segundo as estatísticas, as mulheres vivem mais que os homens, morrem menos do coração, de acidentes etc.; e, por ainda administrarem a casa, creio que as mulheres entendam muito mais da economia real.

Abaixo os economistas, vivas às economistas!