Mais sobre as Aves 


O atobá-branco (Sula dactylatra), ave endêmica de Abrolhos, mede aproximadamente 86cm, é de cor branca, e possui as penas das asas e cauda negras, bem como a garganta e a face.

A fêmea é um pouco maior que o macho, porém o que torna fácil a identificação é o fato de possuírem diferentes vocalizações.

De temperamento dócil, alimentam-se de peixes e lulas capturados em mergulhos.

Se reproduzem em colônia durante todo o ano sendo que, tanto o macho quanto a fêmea se revezam na tarefa de chocar o ovo (o que leva em torno de 45 dias), alimentar e proteger o filhote.

Põem geralmente dois ovos em ninhos localizados no solo, porém apenas um filhote sobrevive, pois é ele quem deve retirar o alimento de dentro do bico dos pais para poder se alimentar. Por esse motivo, acaba sobrevivendo apenas o mais forte.

Habitam as áreas mais elevadas, principalmente das ilhas Sta. Bárbara e Siriba.

O atobá-marrom (Sula leucogaster), também uma ave endêmica de Abrolhos, mede aproximadamente 74cm, é marrom escuro com o abdomem branco.

A diferenciação dos sexos é observada pela cor ao redor dos olhos (azul-escuro no macho e amarelo claro com mancha negra na fêmea).

Alimenta-se de peixes, vive em colônias, principalmente na ilha Sueste, onde confecciona seus ninhos com pedras e material vegetal nos paredões e junto a blocos de pedra.

Apesar de sua similaridade com o atobá-branco, possui um comportamento bem mais arisco mostrando-se inquieto à aproximação humana.

Põem geralmente dois ovos (levando em torno de 45 dias para chocar), porém, como o atobá-branco, apenas um filhote sobrevive, pois é ele quem deve retirar o alimento de dentro do bico dos pais para poder se alimentar. Por esse motivo, acaba sobrevivendo apenas o mais forte.

A grazina (Phaethon aethereus), outra ave endêmica de Abrolhos, mede aproximadamente 1m, sendo que 40cm correspondem às penas centrais da cauda.

Possui o corpo branco, o dorso listrado de negro, a ponta da asa negra e o bico vermelho.

Faz os ninhos sempre em locais abrigados, geralmente pequenas tocas entre as pedras onde coloca apenas um ovo.

Só se reproduz em dois locais: Abrolhos, onde se localiza a maior colônia reprodutiva, e Fernando de Noronha.


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